Câmara Municipal celebra a atribuição do Foral de Antuã

Município de Estarreja comemora em novembro a atribuição do Foral de Antuã concedido em 1519 por D. Manuel I, 14º Rei de Portugal, com visitas guiadas ao edifício dos Paços do Concelho e com a publicação da Revista Terras de Antuã.

Terça, 06 de Novembro 2018


Viajar pela história municipal

No dia 15 de novembro, quinta-feira, todos estão convidados a embarcar numa viagem histórica pelo Arquivo Municipal que passará pelos espaços de decisão, serviços estratégicos da câmara e arquivo municipal, onde os visitantes poderão contactar diretamente com alguns dos documentos que fizeram a história do concelho.

Com a marca do LAC – Laboratório de Aprendizagem Criativa, “À Descoberta da Nossa História: o Foral de Antuã”, que decorrerá das 10h às 16h e terá uma duração de 60 minutos, pretende aproximar os cidadãos a este precioso espaço de salvaguarda da memória documental e sensibilizar a comunidade para a prática de atitudes de respeito e valorização do património e da história de Estarreja.

Os interessados podem inscrever-se na iniciativa até dia 9 de novembro através dos e-mails arquivo@cm-estarreja.pt ou museuegasmoniz@cm-estarreja.pt 

A revista que retrata o passado de Estarreja

Ainda no âmbito das celebrações da atribuição do Foral de Antuã e passados 499 anos, Estarreja celebrará a outorga, com o lançamento da 12ª edição da Revista “Terras de Antuã – Histórias e Memórias do Concelho de Estarreja”, no dia 17 de novembro, sábado, às 16h, no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho. A entrada é livre.

A Revista Terras de Antuã – Histórias e Memórias do Concelho de Estarreja continua os princípios preconizados aquando da primeira edição, em 2007: veículo de divulgação e de discussão da memória coletiva; local onde aqueles que se dedicam ao estudo da história possam editar os seus estudos; incentivo para que mais e melhores trabalhos de investigação possam surgir; meio de angariação de uma base iconográfica, impedindo assim o desaparecimento definitivo de um sem número de documentos gráficos e fotográficos.

Esta é já uma marca da dinâmica cultural do Município com o contributo de excelência de cidadãos e munícipes que, com investigação, documentos e fontes históricas, colaboram para o enriquecimento e conhecimento da história local.
Nesta 12ª edição, ao longo das 300 páginas, 15 artigos refletem o trabalho de 20 autores sobre a história e personalidades locais. Servindo de importante veículo de preservação e divulgação do património estarrejense, a Revista Terras de Antuã constitui uma herança que as gerações futuras vão seguramente agradecer.

Os temas apresentados nesta edição de Terras de Antuã permitem-nos na sua globalidade um maior conhecimento da historiografia local, desencadeiam a discussão, permitem a divulgação de estudos sobre realidades, factos e momentos que passariam despercebidas, se não fossem sistematizados e compilados numa publicação com esta especificidade e que passam por estudos sobre arqueologia, molinologia, património industrial, construção naval, emigração, genealogia, história medieval, religiosa, local e política, onde se destaca a evocação do Centenário da I Grande Guerra, com alusão aos combatentes naturais do Concelho de Estarreja e que nela foram feitos prisioneiros.

O volume número 12 terá na capa o Cineteatro de Estarreja. Edifício inaugurado em Abril de 1950, segundo projeto do arquiteto Raul Rodrigues Lima e classificado como Imóvel de Interesse Municipal, reabriu após obras de reabilitação a 18 de junho de 2005. Este equipamento cultural municipal apresenta regularmente uma programação multidisciplinar de espetáculos de música e artes performativas, entre outras atividades e assume-se pela sua qualidade de programação, permitindo a captação e fidelização de públicos, posicionando-se, por isso, no mapa cultural do país, ao lado das melhores salas de espetáculo. 

O tema Saudades desta revista Terras de Antuã, evoca os 50 anos da inauguração da Casa Museu Egas Moniz (1968-2018). Este edifício reconstruído em 1915, segundo projeto do arquiteto Ernesto Korrodi, assume-se como um facto eminentemente cultural e evoca num diálogo constante entre a Arte e a Cultura Científica, a individualidade relevante que nela viveu longas temporadas e onde é possível, em cada espaço, em cada peça e em cada pormenor, revisitar o Homem, ouvir uma história e evocar um passado que, sempre presente, nos remete para a comunhão espiritual com o Belo, que sempre norteou as vivências do casal Egas Moniz, nesta que também hoje é a “ A Nossa Casa”.