IPSS de Estarreja recebem apoio do Município

A Câmara Municipal de Estarreja procedeu esta quarta-feira, 10 de outubro, à assinatura dos Protocolos de Cooperação Financeira com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), no âmbito do Subprograma de Investimento do Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo.

Sexta, 12 de Outubro 2018


Os fenómenos da pobreza e exclusão social, hoje, são consequência de vários fatores e que, por isso, tocam todos os setores da sociedade, como o económico, o social, o cultural e o ambiental. No atual contexto socioeconómico, e no âmbito da estratégia municipal, a Câmara Municipal tem vindo a apostar e a implementar políticas sociais que promovem a inclusão social e a igualdade de todos os munícipes, de forma concertada e articulada com a intervenção das IPSS, sendo fundamental garantir uma maior eficácia no conjunto das respostas sociais. 

Durante a sessão, o Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, salientou o papel fundamental que as IPSS têm na nossa sociedade e no município. “Desta forma conseguimos apoiar estas instituições que têm um papel fundamental e crucial para a nossa comunidade, para além de serem o segundo maior empregador do concelho”.

As IPSS desempenham um papel de grande relevância na promoção do bem-estar e qualidade de vida das pessoas, das famílias e das comunidades, disponibilizando serviços em diversos domínios, concretamente, no apoio à infância e juventude, incluindo as crianças e jovens em perigo, no apoio à família, às pessoas idosas e com deficiência ou incapacidade, e no apoio à integração social e comunitária. O autarca disse ainda “as casas onde confiamos os nossos filhos, pais, avós, têm esta importância na sociedade e temos a responsabilidade de preservar e ajudar, e assim o estamos a fazer”. 

Com estes subsídios as instituições, para além das obras, podem apostar na qualificação das respostas sociais prestadas. Isabel Pinto Simões, Vereadora da Ação Social e Inclusão, afirmou que com estes Protocolos de Cooperação Financeira “estamos a dotar as instituições de melhores condições quer seja na área da sustentabilidade ambiental e financeira, na melhoria das condições de habitabilidade, na aquisição de novas viaturas e equipamentos, permitindo a qualificação ou o alargamento destas respostas sociais a mais pessoas”.

Marisa Macedo, presidente ASE - Associação de Solidariedade Estarrejense, explicou que o apoio da autarquia será ”aplicado na resolução de alguns problemas de infiltrações no Bairro Social da Teixugueira”. A presidente aplaudiu ainda esta fórmula de atribuir os subsídios. “A regulamentação e saber o que acontece aos dinheiros públicos é sempre positivo, e espero que todas as ações sejam fiscalizadas”, reforçou. 

No caso da Fundação Cónego Filipe de Figueiredo, o subsídio será direcionado para a aquisição de duas novas viaturas – para apoio domiciliário e para transporte de utentes com mobilidade reduzida- e para a realização de obras para melhorar a qualidade de vida dos utentes da estrutura residencial de idosos. O presidente da Fundação, Pedro Mendes, exaltou o papel da Câmara Municipal de Estarreja no apoio a estas instituições, porque “permite-nos desenvolver projetos que de outra forma não seria possível concretizar”. 

Também a Associação de Solidariedade Social Filantrópica Veirense vai investir na “renovação da frota automóvel e na compra de mobiliário”, mencionou o presidente Jorge Matos.

No âmbito deste protocolo será atribuída uma verba global de 234.168.34 (verbas de capital) que irá permitir o investimento na aquisição de viaturas, obras de construção, grandes reparações de equipamentos e instalações e aquisição de infraestruturas. 

As instituições que são abrangidas pelos apoios financeiros atribuídos no âmbito do Subprograma Investimento são a CERCIESTA; a Associação de Solidariedade Estarrejense – ASE; a Associação de Solidariedade Social Filantrópica Veirense, a Associação da Quinta do Resende; a Associação Humanitária de Salreu e a  Fundação Cónego Filipe de Figueiredo.

A atribuição destes apoios, nos termos do Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo, têm como pressuposto o respeito pelos princípios da gestão autárquica, procurando garantir, de forma transparente, a definição de critérios gerais para a concessão de apoios em condições de igualdade a todos os potenciais beneficiários e o acompanhamento e monitorização da aplicação dos apoios concedidos.