Autarquia aprovou documento elaborado pela Universidade de Aveiro

Plano estratégico projecta Estarreja nas próximas décadas

Terça, 11 de Dezembro 2001

A Câmara Municipal de Estarreja aprovou esta semana o Plano Estratégico para o concelho, documento que apresenta as opções e as linhas orientadoras do desenvolvimento do município para as próximas duas décadas. O documento, elaborado pelo Departamento de Ambiente e Ordenamento e Centro de Estudos em Inovação e Dinâmicas Empresarias da Universidade de Aveiro (UA) foi largamente participado por instituições, colectividades e forças vivas do concelho, tendo resultado num trabalho que Vladimiro Silva, presidente da autarquia, espera agora pôr em execução, dando cumprimento aos projectos e às dinâmicas propostas no documento. Com o estudo agora aprovado, o autarca pretendeu ver definidas as directrizes com base nas quais o concelho deverá evoluir nos próximos 20 anos. No documento, coordenado por Artur da Rosa Pires e Eduardo Anselmo Castro, é apresentada, dessa forma, uma visão global do desenvolvimento pretendido para o concelho a longo prazo pelo que são apontadas áreas prioritárias de intervenção e medidas a executar a curto e a médio prazo. De acordo com o documento elaborado pela UA o modelo preconizado para Estarreja assenta, em larga escala, no fortalecimento e no relançamento da base de sustentação económica sendo determinante nesta matéria a construção do futuro parque industrial e a definição de uma política industrial que potencialize e valorize os recursos endógenos e a atractividade do concelho, assentes numa Estratégia Regional de Desenvolvimento Eco-Industrial. Constituindo uma das grandes apostas do actual executivo, o futuro parque, cujas obras foram já adjudicadas, pretende ser inovador do ponto de vista ambiental e, conseqüentemente, assumir-se «um exemplo para o país», afirma Vladimiro Silva, presidente da Câmara de Estarreja. Para tal, o estudo da UA dá especial importância à permanente formação técnica, à instalação de uma «incubadora temática», à aproximação e colaboração do parque com universidades e centros científicos e tecnológicos e à criação de um Observatório Regional do Ambiente. O segundo modelo referido no estudo da Universidade de Aveiro aponta para a qualificação urbana, revitalização de centros urbanos, melhoria de acessibilidades internas e valorização de espaços naturais. A terceira directriz apontada no Plano Estratégico recomenda «o estímulo à dinamização e ao alargamento das iniciativas sócio-culturais e de envolvimento cívico da comunidade concelhia que qualifiquem a vivência quotidiana (cultura, lazer e recreio) e a sensibilidade às necessidades de grupos sócio-demográficos específicos e que fomentem e aprofundem a identificação e o sentido de pertença na comunidade local». Algumas das propostas avançadas no Plano Estratégico estão já a ser executadas, realça o presidente da autarquia de Estarreja, destacando, entre outras, a requalificação urbana do centro de Estarreja no âmbito do URBCOM, a recuperação de ribeiras e a valorização dos centros cívicos das freguesias.